Ao ouvir um pescador chamando o outro de anta, Antophia congelou e ficou surpresa ao saber que os humanos usam o nome de sua espécie para falar que alguém é tonto ou desastrado. “Eu sou uma anta e não sou burra!", pensou. Indignada, ela resolveu escrever cartas aos jornais para dizer que as antas tinham muito a ensinar. Afinal, os humanos precisavam entender que uma anta não é burra - é anta!
Usando o pseudônimo de Antarctica Inteligente, enviou dezenas de textos para diferentes jornais. Sete dias depois, uma carta do jornal “O Eco da Floresta” chegou à sua casa. "Temos o prazer de convidá-la para escrever semanalmente em nosso jornal. Sua visão sobre as antas e o meio ambiente, bem como o respeito entre humanos, é exatamente o que precisamos, o que nossos leitores gostam de ler."
Antarctica Inteligente passou a escrever semanalmente e foi ganhando notoriedade. Pouco tempo depois, foi convidada para participar do “Prêmio Anual de Respeito e Conscientização Ambiental". Na solenidade, fez um discurso intenso e sábio, arrancando aplausos do público.
Sua coluna semanal tornou-se um sucesso, e ela passou a receber cartas de apoio de todas as partes, até de outras espécies que se sentiam inspiradas por sua luta, como os burros. Por seu trabalho, Antophia é indicada e conquista o “Prêmio de Direitos Humanos e Respeito Ambiental”. Em seu discurso, ressalta: “Aceito este prêmio em nome de todas as antas, de todos os animais que são injustamente maltratados e de todos os seres humanos que, muitas vezes, não têm voz.” Mas a história não termina aí...